A fala do romântico
Eduardo Bettencourt Pinto

A cama, mar branco de nuvens.
Deixa-me crescer nos teus braços,
chegar ao horizonte de setembro
nos teus cabelos,
noite diluvial
de ventos e gritos.
Os teus frutos, esse peito orvalhado
das maçãs,
caindo, maduros,
na sede das mãos.
Que dizer?
Tudo dói.
Até os secretos horizontes
da alegria.