A palavra e a distância em E. (de Exílio) Bettencourt Pinto
[ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA]


Gosto de citações. Pela novidade do que dizem ou simplesmente pela roupagem com que vestem uma ideia antiga. E também por achar bem o seu a seu dono. Alguém já disse. Ou fê-lo da forma que eu gostaria de ter feito se a mim ocorresse a inspiração ou socorresse o talento. (E até isto mesmo foi também dito há muitos séculos por Montaigne: “Eu cito os outros para me expressar melhor a mim próprio.”) Eduardo Lourenço pode dar-se ao luxo de escrever sem quase nunca citar ninguém. Mas Lourenços não há mais na cultura portuguesa. E eu não posso deixar de prosseguir citando.

Alturas houve em que foram outros os motivos. Lembro-me de me sentir demasiado jovem, sem credibilidade para certas afirmações, e então citar era a solução. Autorizava-me devidamente, colocando-me sob o guarda-chuva ou pára-quedas de maiores. Mais tarde, nos tempos da censura, virou truque. Uma verdade simples dita por mim poderia não passar, mas assinada por um nome que o censor não conhecesse, desde que soasse a sumidade estrangeira, era estratégia tacitamente aceite e pela experiência avalizada.

Desaparecidas essas razões, ficaram as outras, acima das quais a admiração por um naco de prosa com cheiro a fato novo. Farejo e saboreio. Agarro-o por vício.

Certo dia, um ex-professor primário português desaguado na diáspora, colaborador assíduo da imprensa comunitária, interpelou-me em desafio: “Tu ‘tás sempre a citar coisas dos outros. Eu cá tiro tudo da minha cabeça!”

Era verdade. E continua a ser. Pelo-me por uma frase lavada, um trocadilho perspicaz, uma resposta-remate em bicicleta, um salto mortal de verve, um estalar de bem-dito, uma pincelada verbal. Por isso as vou catando por todo o lado sempre que as encontro em livros, filmes, poemas, conversas, mas também em autocolantes, paredes públicas ou privadas-públicas. Outras vezes simplesmente em cartas de amigos. Nos últimos tempos, em e-mails. Como se vão perder tantas frases de se guardar só ao simples toque da tecla DELETE, a limpar a caixa abarrotada do correio electrónico!

Não me recordo, porém, de alguma vez ter feito o que aqui venho despudorada e abusadoramente fazer: encadear citações em série. Provêm do longe. De Vancouver. Das bandas do Pacífico a caminho do Alaska. O Eduardo Bettencourt Pinto é o pai delas. Neto de açorianos (lembram-se de Rebelo de Bettencourt?), tem ossos de Gabela, Angola. Andou pelas terras dos avós a encher-se de mar quando a liberdade angolana enxotou filhos de outras bandas, e molhou-se então de salgado para nunca mais. A mulher, da ilha, levou-o depois àqueles longes do Canadá onde afoga saudades no feitiço de Africa e no fascínio do Atlântico. Nem o viver numa ilha de British Columbia - Pitt Meadows - lhe lenitiva a ausência dos Açores. Sente a distância, o exílio, todos esses ingredientes com que os portugueses cozinharam o mistério da saudade e, querendo matá-la, viaja na escrita para a gaveta ou para o correio. Tem publicado mais do que a distracção crítica consegue captar. Poemas não faltam: Mão Tardia, A Deusa da Chuva, Emersos Vestígios, A Menina de Agua. E prosa: As Brancas Passagens do Silêncio e Sombra duma Rosa. Faz de editor também. Acreditem. Um editor português em Vancouver! (E depois digam que não há Pai Natal.) Um dos mais notáveis volumes de sua edição chama-se Os Nove Rumores do Mar (1997), antologia de poetas açorianos vivos, agora reeditada pelo Instituto Camões na colecção “Insularidades”.

Tem o vício das palavras, confessa-me. Por isso escreve muito para o buraco negro do espaço cibernético. Insisto há anos com ele para se abalançar a um diário. Garante-me que sim, mas receio que o não torne público. Sem ele saber, fui-lhe roubando frases que arquivei com gosto porque só ele sabe tocar na guitarra da distância o tom dolente do exílio. E porque não me esqueci do meu inicial tema, as citações, aqui vai uma antologia de faxes (as mais antigas), e e-mails do poeta que elevou o e-mail à categoria de género literário:

Antes que me esqueça, tenho a alegria de te dizer que já sou pai. Nasceu-nos um rapazinho no dia 26 do mês passado. Chama-se Mauro. Enquanto escrevo ele dorme mais a Rosa, lado a lado. Foi uma luz que nos entrou pela casa dentro, cheia de música e insónia. Do seu nascimento guardo a memória de horas incendiadas e intermináveis, o palpitar indelével dum sentimento inebriado de sofrimento. A mulher, com a sua graciosidade, magia e misticismo, traz na sua vida a exuberância, a sensibilidade, uma insuspeitada coragem e determinação para enfrentar aqueles densos momentos de vulcânicas dores. A mim só me resta os olhos húmidos, a garganta sem voz frente à grandeza dum acontecimento que num repente transforma o mundo, o instante da eternidade. Aquelas dores ficaram para sempre enraizadas no respeito e delicadez dum ser que é fabuloso e admirável, que se chama mulher. A vida é a mais lógica e misteriosa equação da alma.
Novembro, 1989

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Disseram-me um dia, não me lembro quem foi, ah, a Rosa!: “Este céu não tem estrelas.” Nunca tinha reparado. “Em Portugal há tantas estrelas que parecem até cair nos nossos olhos!”
Eu sei, a distância faz apertar o coração, atenua discrepâncias, revolve-lhes o peso e a substância, faz de nós uns inveterados eremitas da sensibilidade. Pensei que a Rosa, ao falar das estrelas de Portugal, falasse da saudade, essa folha de laranjeira caída nos charcos da memória. Mas não. Aludia ela a uma dimensão ulterior, invisível, quase impalpável, que é a transposição da nossa interioridade a um plano real, puro e legítimo, banal e ao mesmo tempo etéreo, como as ervas: a pureza do olhar. Olhar apenas, ver este céu triste comer-nos os olhos, e assim perdidos, no instante da nossa pequenez humana, dialogarmos com as partículas de um todo quase incompreensível, mas total, esvoaçante, perene. Nesse momento revelador senti a ternura que se tem por quem sente e repara, e de súbito se apercebe que a existência é curta, estamos aqui apenas num sopro, para entregar as mãos à totalidade, e absortos nessa grande solidão aprendermos a coexistir com o Universo, que na Rosa, rapariga da ilha e minha menina, tem o sabor a quietude e ao infatigável rumor do mar. Como a carta de um amigo tem o retempero de uma sombra, aqui fica o registo. Pouco mais posso dizer que obrigado, pelo tempo e atenção, e simbolicamente enviar, entre as palavras mais frescas, as intermináveis estrelas de Portugal.
(s. d. )


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Ontem, para desanuviar, fomos a um concerto do Keny G. Excelente músico. Muito bem acompanhado, foi um serão de se tirar o chapéu. O Keny tem um jazz muito bem temperado, melodioso, e deixa transparecer uma grande paixão pela música. Sempre literatura também aborrece.
Estou à espera que as folhas comecem a cair. Então saio de casa, entro pela humidade dos dias, e regresso a casa com pedaços de cores das florestas, sons ainda de ramos, e sento-me, frente ao lume, a esquecer-me de mim.
( 7-9-93)


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Ontem caiu um dente ao Mauro. Deixámo-lo sob a cabeceira. Mal acordou foi ver: tinha lá um dólar. Levou-o para a escola, radiante. Quando chegou veio dizer-me, tão satisfeito como se tivesse vindo do mar. É isto, a infância. Os mitos cheios de bonomia, a complacência e a ternura sã dos seus corações frescos, sem mácula. Como a música, a verdadeira música das essências.
Escrevo com persistência, como se construísse uma casa. Tijolo a tijolo. Ainda não alcancei as janelas, o que mais gosto. Ou a varanda, onde o sol e as flores crescem entre os passos das mulheres, adoráveis deusas. Mas escrever afinal é isto, um incêndio, instante a instante, que deslumbra e atormenta e nos queima os pulsos. Uma respiração. Para dizer a verdade, é companhia. O meu cão de pêlo castanho, igual ao do Hemingway, a ressonar levemente perto dos meus pés. Crescemos juntos no grande vale do Tempo. Às vezes perdemo-nos um do outro: fico numa esquina a olhar as multidões sem rumores, como acima digo. Mas volto sempre aqui, aos eucaliptos, às cercas brancas da serenidade. E cheiro as ervas, até cair de bruços na exaustão do silência. E da terra.
(Jan. 24, 94)


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Da janela quase vejo Setembro. A luz que toca os pinheiros é mansa, antiga, parece marinha: desprende uma claridade aveludada. Desce vagarosa, corre pelas macieiras como um chuvisco, dá um pouco mais de cor aos frutos. Vou para a varanda. Sento-me com um jornal na mão. Vejo os pássaros em bandos numerosos. São pontos negros em passagem pelos olhos do Mauro, que dá um grito alegre e diz: “Olha papá, os pássaros!” Explico-lhe que eles vão para terras quentes, não gostam do frio, e regressam para o ano. “É porque não têm casacos?” interrompe-me. Ele fica a olhá-los, extasiado. Faz outras perguntas, tantas que fico com a boca seca. Curiosidade infinita. Raiz em crescimento. Mas que pelo menos se expanda por terra firme e seja sempre sequiosa de coisas novas.
(18 de Agosto de 1994)


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A visita aos meus amados Açores foi-me duma bonança sentimental interminável. Muito amo, adoro e volto a amar aquela humidade verde das casas com o mar ao fundo. As silhuetas que as habitam, suas mãos de terra, abertas, e de cuja bondade recebo as sementes das raízes. Revigorei o espírito, e tudo me sai em catadupa. Este amor e esta ternura por tudo, que me faz viver dentro das palpitações humanas, nas hastes gélidas do Inverno, na neve do silêncio matinal, pois tudo isto é uma alegria calada, de observar um universo escondido, que muitas vezes cabe redondinho aos olhos dum instante sereno.
E assim escrevo. Escrevo. Labuto a pedra com o cinzel mais puro, o das essências da memória. E resgato das sombras as cores dum novo auge criativo. Como se, atordoado, rastejasse no interior dum êxtase. Incendiando a serenidade. Com medo de ser nada.
(5 de Janeiro de 1995)


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Tem feito por cá dias africanos: sol forte, cândido, forrado por uma brisa fresca e alta. A casa até parece diferente com tanta, tanta luz. Se tivesse o mar aqui por perto, estaria numa estação muito branca e cheia de ternuras e comprazimentos. Esta é a altura de se fazer as malas e partir para o mar. Pelo menos teoricamente. A realidade é outra, infelizmente. Gostava de estar no Pico neste momento, aí pelas seis da tarde, o peixe a assar na brasa, um copo de vinho tinto, a voz e o júbilo dos amigos e da família. Depois dar um passeio a pé, corresponder à saudação entusiástica de quem passa e nunca nos viu antes, a cor do silêncio rente ao azul do horizonte, um grito de gaivota ao longe, depois as sombras da noite, aos poucos caindo sobre os nossos passos.
(24 de Maio de 1995)


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O tempo aqui vai de chuva e muitas sombras. A temperatura, como uma túnica de bruxa, baixou. Não é Verão nem Inverno. Porta aberta de frigorífico, suponho. Claustrofobia psicológica para quem, como eu, tanto ama a luz. Tenho alma mediterrânea, como sabes, e são de sandálias, calções e casas brancas perto do mar os dias que invento na memória que quero minha.
(18 de Junho de 1995)

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Nesta terra tropeçamos já com os trabalhos do Outono, quase serenos, não fossem tão melancólicos: a humidade das folhas, mortas sob os passos, duas lágrimas escondidas no silência dos olhos quando anoitece. Durante estes meses todos seremos apenas passageiros da chuva, árvores nuas, céu despido de aves, gente que passa morta dentro dos casacos. Já não procuro um país no eco da madrugada, mas uma luz verde, três ou quatro acordes de harpa, uma ilha a que possa regressar para repartir o pão dos náufragos. Escrever, mais que nunca, significa chegar ao outro lado da ausência, descalço sobre as águas, olhando as sebes e as neblinas, o coração tão cheio de rebeldia. Se é de noite, encosto-me aos muros da música e então oiço Wagner e Shumann sob a frondosa sombra da memória.
(28 de Setembro de 1995)


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Escrever a um amigo é como acender uma vela no silêncio do pulso: a voz parte, livre, iluminada, sem folhas mortas no eco, tocada pela música que se ouve – três nós de sombra rente ao som duma palavra, os passos dum homem na cidade da chuva.
(18 de Outubro de 1995)


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Os meus amigos são as minhas raízes. Por eles oiço o Tempo minguar no relógio, e vejo através dos espelhos como todos, nas suas vidas distantes e no entanto tão perto, são os músicos de muita da minha alegria e fé nas coisas da literatura. Inequívoca fortuna.
(13 de Maio de 1996)


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Setembro chegou aqui molhado e triste, o casaco roto, os sapatos a rastejar de olvido e renúncia. Costuma ser alto, ainda de rosas ardentes, uma despedida candida de luz. Mas este tomba como um vulto no degredo, exausto, os joelhos sem a energia dos pinheiros, a cor mediterrânica que apetece, antes do Inverno. Voltarás às fotografias que me mostraste, o lindo Outono de New England. Nessa alegria triste, creio que os impressionistas – sobretudo Matisse – criaram uma casa de nostalgias, dois poemas, e alguém tocava piano ao fundo da sala. Na transição das estações, cubro-me sempre desses naufrágios.
(10 de Setembro de 1996)


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Chove no fim do vento, num tumulto já de Inverno. Na claraboia açoriana ouvia este som antigo, sobre a cabeça, enquanto escrevia numa secretária cuja presença naquela casa tinha o cheiro de muitas gerações. Escrevia e rasgava. No cesto, deixava ainda a resfolegar o resto do que sentia, naufrágios vocabulares, perdidas ressonâncias de quem muito tem para aprender neste laborioso afã das palavras. Naquela falsa, amando-a sentia os braços de minha mãe em redor do meu corpo, memória de muitos anos antes, ardido em febre. Ela vinha com mais um cobertor, chã, a voz do omega e alfa que me era tão essencial. Quando os meus irmãos chegavam, vindos de casa de meus tios na rua de Lisboa, traziam ramos do quintal, folhas, a frescura da água do poço e uma palavra amiga de tia Veneranda presa nas mãos. Anos depois, escrevendo, enquanto pingos de chuva caíam numa pequena malga de plástico sobre a secretária, sentia como o Tempo nunca nos deixa indiferentes a memória. Hoje, recordando, senti que devia partilhar com um amigo esta saudade.
(17 de Outubro de 1996)


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Sinto já o fervor da partida, uma ansiedade de relógio parado, as palpitações sonoras no peito, ouvindo já nos sentidos o mar açoriano. Pena que seja só uma semana – uma ilha, como uma mulher, ama-se muito devagar. Para aproximar de nós o paraíso.
(7 de Abril de 1997)


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Nesta monotonia tão grande, a introspecção por vezes toma perfil de deserto e ausento-me das palavras. Mas eu sei que mais algumas no teu ecrã limitam-te mais o tempo, e há que compreender e respeitar o espaço dos amigos.
Por aqui tudo bem. Dia solar hoje, fresco. Dia de mar que me falta. Mas tem sido uma lástima, chuva, negridão. Um lamento longo, penoso. Um adeus breve à luz, depois o retorno à claridade periclitante.
(7 de Julho de 1998)


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Este vento, que vem de um céu já escuro, maltrata-me as árvores, suja-me o quintal, não nos deixa dormir. Na ilha, levava-me aos cafés, trazia-me para cama dois cobertores mais, o jornal. Lendo, o ruído da casa em baixo, o cheiro das páginas frescas, às vezes parecia-me o melhor lugar do mundo. Não sentia este lago triste que é a ausência do meu pai, e as velas de uma certa realidade onírica ainda me iluminavam por dentro.
(1 de Dezembro de 1998)


De uma vez, estabeleceu-se um prolongado silêncio na minha linha transcontinental directa para Vancouver. Escrevi a inquirir. Doença? Problemas? Trabalho?
Explicou-me então que me sabia muito ocupado, não queria estar a maçar-me. E o meu e-mail lá seguiu veloz:

Eduardo:
Tu és o correspondente do meu remorso. O único que se cala por delicadeza. Para não incomodar. Para não ser intruso. Por respeito.

Mas que coisa tão antiquada! Na era da Internet, quem se preocupa com esses pruridos? É que assim fico privado da tua presença. Das tuas tiradas poéticas. Da tua voz amiga.

Não é mais uma mensagem no écrã, a pesar sobre a minha sensação de o tempo não dar para responder a tudo, que me vai matar. Além disso e sobretudo, tu não és apenas mais um correspondente. És o Eduardo amigo, a voz próxima do exílio longínquo de Vancouver, o Corvo da açorianidade planetária. Não me prives, pois, da minha janela sobre os verdes chuvosos de British Columbia, da metáfora sugestiva sobre a tua ausência da ilha na ilha de Pitt Meadows, da reflexão serena sobre a condição humana, da pincelada breve e funda sobre o teu dia a dia de preocupação com os filhos e a coçar cabelos em embranquecimento ascendente. Ou melhor, cadente.

Volta por isso, Amigo!


Releio agora esse e-mail e penso: Ditto. Ou em linguagem já informática: Send again